Quinta-feira, Novembro 12

O dia se desenrolava de forma confusa. Dia-não-dia. De tempo-não-tempo. Não queria que ninguém lesse sua mente. E sabia da única pessoa que tentaria. Esperava que ele não tentasse. Não naquele dia. Não naquele momento.
Pois sentia como se não tivesse nascido pro dia. Sentia os pensamentos arrastando o corpo pra uma espécie de teia, onde não sabia se aquela preguiça de despertar era uma morosidade a ser combatida ou tão somente uma consciência plena de que as coisas não fazem sentido da forma como se apresentam.
Sabia que era hora de dar um fim.
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Mas naquele momento pensava somente no efeito do corpo dele sobre o seu.
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Psicotrópicos pra aliviar a falta de qualquer coisa sem nome.
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Ou o excesso.
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